O QUE NÃO DEVERIA ACONTECER NO MOTEL



Existem pessoas que vão ao teatro e são incapazes de se concentrar no palco.Olham para as roupas das outras suas jóias, ficam procurando por possíveis conhecidos, querem saber de onde é que está vindo aquele feixe de luz vermelha, olham para trás sorrindo para todo mundo, enfim, sua capacidade de concentração no objetivo principal da atividade é muito reduzido.

Outras entram no cinema com várias latas de refrigerante e aqueles malditos e enormes sacos de pipoca, abrem as latas comem as pipocas e, ainda chutam o cara da frente !
Depois desta guerra toda, afundam na cadeira e começam a dar estouro com a boca mascando o chiclete.
Eu nunca aprendi, a fazer este barulho desgraçado com a boca. Tem que chupar o chiclete para dentro, não é?

Este tipo de gente aqui, sumariamente descrita, quando entra no motel, é pior do que você assistir noventa minutos de futebol e seu time perder de goleada! A sensação é que não aconteceu nada de bom para você, naquele dia.

Carlos Eduardo e Vera Regina se conheceram dois dias atrás e finalmente, estão no motel.

Como demorou, reparem!

Ele pergunta:

Você faz questão que seja suíte, ou pode ser apartamento?

-Pô Carlos Eduardo, vamos comemorar esta primeira vez numa suíte com tudo que temos direito, hidromassagem, piscina... - responde Vera Regina encantada com a portaria do motel e olhando todos os detalhes, querendo ler até os regulamentos, ali fixados por mera formalidade.

Entram na suíte e Carlos Eduardo dá um solavanco e literalmente, joga Vera Regina no leito dos prazeres.Ela se desvencilha daquele primeiro ataque e assombrada diz:

-Carlos Eduardo que suíte maravilhosa! - E como se estivesse no Museu do Louvre começa a comentar as peças.

O cara meio desajeitado levanta e ainda tenta negociar:

-A gente vê tudo depois...

-Espera Carlos Eduardo, parece um tarado. Nunca viu mulher,não? Olha ali aquela borda da piscina. É mármore. Não acredito.Nossa que azulejo lindo!Ah, se eu tivesse uma piscina destas lá em casa, com esta cascata desabando dentro dela.Que bom gosto! – enquanto, olhava, andava pela suíte e entra no banheiro.

-Vera Regina, vai tomar banho?

-O quê, Carlos Eduardo?

-Tomar banho, Vera Regina?

-Depois. Antes venha aqui ver estas peças que maravilhas. Esta suíte é Over Night Luxo Plus , Premium Gold ou Country Executiva?

-Que é isso Vera Regina, eu sei lá.

-Nossa como você é desligado. Está aqui. Neste folheto de propagando do motel. Veja, são as suítes do motel... Ah descobri, finalmente! Estamos na Premium Gold. Vamos ver se eles estão dizendo a verdade nesta propaganda.

-Vera Regina, por favor - pede suplicando Carlos Eduardo para que ela compareça ao local de trabalho.

Mas, ela não está nem aí e continua deslumbrada visitando e fazendo minuciosa inspeção.

-Bem eles dizem que as torneiras são de bronze e elétricas, decoradas estilo golfinho.Tá certo. O piso em mármore preto e azul. Está certo.A duchinha de lavar a "perereca" com três temperaturas e intraducha penetrante higiênica para o interior da “bichinha”.Que diabo é isso Carlos Eduardo, onde está isto aqui nesta ducha?

-Eu sei lá, porra, não tenho "perereca", como é que vou saber desta porcaria de intraducha penetrante - responde visivelmente irritado, colérico e já descontrolado.

-Ah, lógico. Já descobri.A ducha, Carlos Eduardo é só para lavar superficialmente. Agora para usar a intraducha com o elemento penetrante, tem que apertar este botão. Está vendo este tubinho cromado, saindo de dentro da ducha? Não parece o piruzinho dela?-Risos, muitos risos prolongados, e continua:

Então, ele entra na bichinha. Pô muito legal.Mas acho meio perigoso. Sei lá quem andou enfiando isso lá dentro antes, não é Carlos?

Carlos Eduardo, a esta altura já não respondia mais. Nu e de meia preta, fica se olhando no teto onde um espelho imenso dá uma visão panorâmica da cama e da sua ridícula posição. -Ah, está caladinho, porque gostou do espelho do teto, né? Realmente é lindo. E estes das laterais, também são enormes. A roupa de cama cheirosinha e que belezinha com estes dois corações aqui, um em cada fronha. Ah, Carlos Eduardo, tudo muito lindo! Liga o som querido - pede com jeitinho de quem vai fazer agora, a coisa definitivamente, deslanchar.

Então Carlos Eduardo, no embalo liga tudo: o som, o ar condicionado, a televisão...

-Não, Carlos Eduardo, filme pornográfico, não...
-Vera Regina, aqui não passa missa pela televisão. É motel !

-Está bem, se você gosta, não tem problema. Agora eu não sei porque esses caras botam legendas nestes filmes, se você só escuta: aaiiii , uuuiiiii, aaiiii, ooohhhhhh!
Para que legenda?

Vera Regina, segura, Carlos Eduardo, e o leva até a mesa onde estão os pratos e talheres.

Ela está encantada. Diz que a prataria é de primeira. As facas são importadas, abre o frigobar e vê que tem até pote de caviar.

- Está vendo Carlos Eduardo, esta suíte é realmente a Premium Gold, pois eu li naquele folheto que é a única que tem tudo que você precisa, para antes durante e depois.

-Vera Regina, já estamos a quase uma hora aqui dentro e nada.Você é lésbica?Não gosta de sexo, qual é a tua?

- Carlos Eduardo, você só pensa em sexo.Calma, deixa só eu ver se tem camisinha de Vênus na cômoda. Parece um animal tarado querendo acabar com a fêmea. Nossa!
-Carlos Eduardo, então parte para cima dela enfurecido e tira do bolso uma quantidade enorme de camisinhas, fazendo um leque com elas e diz:

-Agora chega, e jogando Vera Regina naquela imensa cama redonda, antes de calar-lhe e dar inicio aos trabalhos, ainda ouve:

-Oh, que delicia de cama.Como é macia! Com certeza e de pena de ganso. Já era tarde, pois Carlos Eduardo a emudeceu completamente com um beijo de língua, guardada o mais profundamente na boca de Vera Regina que agora tentava, desesperadamente, falar com os olhos e inutilmente, pois Carlos Eduardo iria independente da desconcentração da companheira, afogar com relativo atraso e merecidamente, o seu ganso!

DA TROMPA DE ESTÁQUIO À TROMPA DE FALÓPIO,OU SIMPLESMENTE BOLERO.




Quando a dança era sensual e romântica, os casais tinham a oportunidade de conversarem durante, por exemplo, um bolero.

Eram ritmos mais calientes e hora de haver uma comunicação efetiva e muito produtiva, pois o casal conseguia trocar frases de amor, tendo o ouvido externo como embocadura e a Trompa de Eustáquio, para dar passagem aos seus roucos, quentes e molhadas súplicas de paixão. Vamos explicar primeiro, para àqueles mais jovens e adeptos de ritmos mais agitados, como os funk da consagrada artista pátria: Tati Quebra barraco ou o funkeiro internacional: Lacraia, como é que se dançava bolero,

O bolero era dançado, com os corpos coladíssimos e cabia ao homem experiente, dar as chamadas “paradinhas”, muito comuns neste ritmo, e concomitantemente, enfiar uma das suas coxas entre as coxas da parceira.

Uma beleza!

Além desta enfiada de coxa, o homem dava-lhe uma suave empurrada para trás, apoiando-lhe carinhosamente, entre as pernas o que tornavava aquela “paradinha” um verdadeiro encontro entre as águas de um rio com as do oceano, fenômeno este conhecido como: Pororoca. Uma delicia!

Obviamente. Apesar de naquela época os homens usarem “suporte”, que como o próprio nome induz, suportava o crescimento do seu membro, além da cueca que eram todas" samba canção", mas mesmo assim, o aumento do volume na calça do homem era evidente.
Um constrangimento!

Pior era quando ele não usava o tal suporte nas partes baixas, então a música acabava, a dama o deixava, e às vezes para não ser pilhado em fragrante delito, o homem tinha que se sentar no meio do salão ou fingir que era aleijado, saindo quase abaixado do campo de batalha.



Desempenho de um experiente ator.
Principalmente – e este era o eterno perigo - se os familiares da moçoila estivessem admirando os dois meigos pombinhos e seus passos angelicais.

Nestas situações, sempre havia uma tia feia e maldita, para chamar a atenção dos pais da moça que o cara estava com o pênis ereto.

Às vezes havia um conflito e pancadaria generalizada, com cadeiras voando e palavras de baixos calões que, nem nas maiores torcidas do futebol brasileiro, costumamos ouvir.

Eram nestes episódios inenarráveis que a trompa de Eustáquio durante todo o tempo assimilava aqueles quentes gemidos masculinos e frases de amor repentinas que, efetivamente, eram quase declarações para uma cópula iminente e, lógico ,por mais contida que fosse a dama, sempre repercutia lá na Trompa de Falópio dela.

Eram tempos muito emocionantes, imemoriais e inesquecíveis!

Na modernidade, com estas danças que parecem corridas de cem metros, nas quais ,os casais na maioria das vezes começam juntos, naquela noite romântica, e só se encontram no dia seguinte,pois são tragados pela multidão ao som de bate-estaca.

As funções sensuais das Trompas de Eustáquio e da Trompa de Falópio eram também, muito valorizadas, pois além de sussurros quentes no ouvido, o casal ,quando o salão estava muito cheio, ia dançar bem lá no meio, longe das mesas que circundavam a pista e, então, ardentes beijos na boca eram dados, às vezes tão demorados, e com tantas "paradinhas" e mexidinhas que os cavalheiros começavam a tremer, como que estrebuchando, as pernas bambeando, sossegando em seguida, como se tivesse “aliviado”, daquele estresse libidinoso.
E, realmente estava!
A dama é que ficava um pouco contrariada.

Porém para sai r dali, os homens tinham, novamente grandes dificuldades e fingiam que derramaram algum liquido tipo cerveja ou cuba libre na altura do seu instrumento de trabalho, em face da evidente implosão ejaculatória masculina, acometida, durante aquele quiproquó dançante.

Como era romântico!

Quase que eu fiz medicina, no entanto, avaliei melhor e achei que ser ator era uma profissão mais apropriada, em função das minhas performances e experiências adquiridas como assíduo freqüentador dos bailes, onde só tocavam boleros.

"Bésame, bésame mucho,

Como si fuera esta noche la última vez..."

LINGERIE DA ENCRENCA !


Nenhuma mulher se cuida, se embeleza para desagradar o companheiro. É lógico!
Tanto homens, como mulheres, no entanto, podem não acertar no tom da cor, no tamanho da saia, no corte de cabelo, mas o melhor, é ser educado e saber colocar as coisas sem agressões gratuitas, como esta:

-Amor, gostou desta minha nova lingerie que comprei pensando em você?- Perguntou Márcia Helena ao seu maridão, meio barrigudo, comendo um sanduíche de mortadela no sofá , bebendo cerveja pelo gargalo da garrafa , sujando todo o tapete de farelos e sendo lambido, delicadamente, pelo seu pitbull de estimação.

-Isso é lingerie ou fantasia de escola de samba? -Estragando logo a festa , aquele seu companheiro, apelidado na vizinhança de Marcio “Cavalo”.

-O quê? Fantasia seu grosso? Isso é a última moda em matéria de sensualidade, ela tem predrarias vermelhinhas, tá vendo aqui perto dos meus seios, e alguns vidrilhos, miçangas, bordados e lantejoulas, nesta altura aqui, onde você gosta tanto de visitar, quando é do seu interesse...

-Meu interesse, não! Ninguém faz sexo sozinho...

-Você faz sozinho, rapidinho, é bruto, está sempre me machucando. Oh que inferno! -desaba Márcia Helena em choro compulsivo e que não abala nem um pouco Marcio “Cavalo” que, ainda retruca com voz de torcedor de futebol, rouca e aos berros:

-Esta coisa pendurada aí vai machucar meu membro.Estes vidros, pedras, vou sair todo arranhado.Pô você virou mulher - pedreira?- incrementou ainda mais o maridão deselegante.

Entre soluços profundos e severas fungadas de nariz, Márcia Helena disparou:

- E você, com esta tatuagem de São Jorge guerreiro, no peito? Pensa que eu gosto de ir pra cama com um homem que fica me espremendo com esta espada imensa de São Jorge, e este focinho do cavalo me roçando no corpo?Eu sou católica, detesto esta tatuagem, é falta de respeito.

-É por isso que eu sempre peço para “ir por trás, na frente...”então, você não veria nada...

-Seu idiota, mentiroso. Quando você pede para ir por trás, é por trás mesmo...Não deixo, não gosto e acabou.Dói!

-Então, encara o São Jorge de frente. Eu é que não vou pra cama com você com esta tal de lingerie vermelha, cheia de penduricalhos e quinquilharias, parecendo uma pomba gira, uma galinha de encruzilhada - massacrava o “Cavalão” rindo como se fosse realmente, engraçado, enquanto o pitbull, latia sem parar.

-Você não é o culpado, não. Culpada, fui eu que poderia ter ficado com o "Tutinha".
Um homem fino, educado, companheiro...

-E viado, o bairro todo sabe...- interrompe “Cavalão”, acertando mais uma impiedosa patada em Márcia Helena.

-Pois sim, um homem muito fino.

-É muito! Muito tenro, muito boiola, muito moçoira, muito “mulherzinha”...

- Pára, seu nojento, engole primeiro este pedaço de pão caído na beirada da sua boca, seu porco.

-Mas, você adora as porcarias que eu faço, né? Vem cá gostosa.

-Tira a mão de mim.Eu juro que você nunca mais vai fazer sexo comigo. Nunca mais ouviu? E vai dormir no sofá, na minha cama, não.

Porém, já na segunda noite, Marcio “Cavalo” de madrugada, sai do sofá onde estava dormindo com seu pibull, e devagarzinho entra no quarto de Marta Helena. Ela está de bruços. Uma suntuosidade que não podia continuar em desuso. Aproxima do ouvido dela e pede, carente feito criança no circo querendo algodão doce.

-Querida eu quero ser soterrado nesta pedreira, por favor, não agüento mais.

Martha Helena vira-se de frente, encara Marcio “Cavalão” e diz:

- Está bem, mais eu vou sufocar para sempre, este seu São Jorge, com meus peitos!

E o pitbull saiu do quarto, balançando o rabo, cheio de felicidade!

Realmente, cachorro é o melhor amigo do homem, muito mais do que certas lingeries, ou aquelas tatuagens profanas!

CARTA PARA UM AMOR DESASTRADO. SERÁ?

Minha doce e desinteressada mulher, protagonista principal de todos os meus sonhos, passados, presentes e futuros.

Não é assim que você gosta que eu a chame? Mulherrr arrastando bem no érre?

Durmo e acordo, acordo e durmo com você povoando minha mente, tal qual um pirilampo piscando, piscando, piscando...




Não pense que eu vou reclamar nesta carta, por causa daquele soninho que mais uma vez você tirou, durante nossa excitante brincadeirinha sexual. Isto já faz parte das nossas vidas. Eu já me acostumei. Só não gosto quando você bebe demais e desaba roncando.

É o preço.

Optar por ficar junto de uma mulher liberada, globalizada, informatizada, bilíngüe e fortíssima personalidade, tem lá suas peculiaridades. Em geral dorme-se um pouquinho depois, mas você inevitavelmente dorme sempre durante. Se não tivesse conhecido tantas mulheres, por essa vida afora, e a única e grande experiência só tivesse sido você, juro que ao invés de fazer sexo, preferiria jogar dominó. Não fico chateado. Você vai se recuperar, lentamente. Só não pode ser muito lentamente, porque nossa média de vida é curta.

Mas creia, pelo contrário, passo horas pensando - ainda mais agora que eu estou desempregado - que se, por exemplo, você fosse lésbica,destas que fumam até charuto, seria muito pior.


Afinal esta alegria que eu sinto, abaixo da linha da cintura, mais precisamente, na parte central entre as minhas, duas virilhas, quando lhe vejo, é um fogaço santo e independe se você esta dormindo, alcoolizada ou quase morrendo: Eu lhe amo demais! É só pensar em você e pronto: levanta minha alegria de viver!



Você arma meu circo, legal!


Em suas mãos pareço uma frágil casa de madeira sendo levada por um tornado. Realmente, o amor é lindo! Mas querida vou lhe pedir um grande favor.



Não vá ficar chateada, por favor, com estas observações, que podem parecer até mesquinhas, mais na última vez que, estivemos juntinhos, aqui em casa - e lógico que por absoluta distração - você levou meus cartões bancários. Já constatei gastos superiores a treze mil reais em pequenas compras e saques.

Eu sei que isto deve ter sido uma necessidade imperiosa e muito maior do que sua irrepreensível postura moral. No entanto, convenhamos foi uma dura facada nas minhas costas. Você sempre fala: “o que é meu é seu e, vice versa”. Mas meu amor, não leve tanto ao pé da letra estas suas filosofias utilitaristas. Dê uma freiada! O fato é que, além do cartão, sumiu também, meu talão de cheques, dois anéis de ouro, um outro de platina cravejado de diamantes e um cordão com imagem de Santo Expedito do qual, aliás, você é tão devota.

Outra coisa minha virtuosa, por acaso o relógio que meu tio me deu de presente quando me formei, está com você? Já procurei a casa inteira e não consigo encontrá-lo. Fiquei até pensando:-

- “Logo aquele relógio de bolso, que ela tanto gosta e vive pedindo”.

E você até merece. Ele é todo em ouro maciço e pesadão, coisas que não se fabricam mais. Sempre foi, o seu grande sonho de consumo.Que chato, desapareceu! Será que está em algum lugar que eu esqueci de procurar? Minha princesa, eu não quero que você pense que a estou caluniando.

Juro que seria capaz de cortar a minha língua. Língua não, pois certamente você sentira falta.

Um dedo. Não, não se assuste: o mindinho.

O pior é que o azar nunca vem sozinho. É impressionante. Lembra-se daquele elefante de marfim, legitimo, da África do sul, cujos olhinhos são dois diamantes incrustados, que fica numa base de prata? Desculpe meu amor, mas quando você saiu é possível que o tenha colocado, dentro daquela sua mochila enorme que sempre anda com você. Dá uma olhada neste mochilão, minha eterna e adorada gostosa.

Você tem a boca mais carnuda, sensual e nervosa que conheci. A mão, também!

Ah, estes seios que estão sempre olhando para cima, acesos e atentos.




Sabe esta tatuagem com o símbolo da nossa moeda, na parte interna da sua coxa, próximo ao seu parquinho de diversões, ficou lindo! Geralmente as mulheres preferem borboletinhas, pica-pau, rosas, enfim, estas coisas já tão banais.

Mas como você é criativa! Um dia você me disse que iria fazer uma tatuagem que seria a minha cara! Ficou lindo este $.
Olha que coisa estranha, minha fada: antes de você vir aqui para casa, neste último final de semana, passei rapidinho no "Cantinho do Adriano" - aquela casa de variedades que fica aqui na esquina - e, comprei três garrafas de uísque Chivas Regal 18 anos e caríssimas, duas garrafas de vodka russa legitimas importada, meia dúzia de licores, é só os que você gosta: Mozart Amadé, Dom Benedictine, Maraschino Luxardo (só este foi cento e vinte reais) e outras bobagens de menor valor.

O entregador quando chegou, eu mandei que ele colocasse tudo na adega, porque você estava subindo e, eu não tinha nem tomado banho ainda.
Assim que ele saiu, você chegou. Agora, olha que safado! Depois que nos despedimos eu fui conferir a entrega e está faltando mais da metade do pedido do que encomendei. Que ladrão descarado. Quanto a isto não fique preocupada, eu resolvo. É impossível que neste seu mochilão coubessem tantas quinquilharias, certo?

Estou muito grilado e, não sei por que viajou tão inesperadamente, para o Paraguai. Logo Paraguai! E eu nem sabia que você tinha parentes aí. Espero que você tenha deixado o endereço correto. Estou mandando para o e-mail que você me indicou:
benzinho171mochilão@mãogrande.com/.

Para terminar vou lhe dar uma má notícia. Sabe aquele colar de brilhantes da minha falecida tia, que um dia você me pediu, e eu disse que ele seria para nós comprarmos nosso apartamento?


Está "temporariamente", desaparecido!

Veja que azar! Mas fica tranqüila, sou um cara cabeça oca, mesmo. Vou me lembrar onde coloquei. Não fica nervosa, nem estressada com isso! Mas, pelo sim, pelo não, procure dentro daquela sua enorme mochila que sempre lhe acompanha.

Beijos. Só um, para não ficar muito caro!

MULHERES: DE NELSON RODRIGUES ATÉ HOJE, MUDARAM MUITO, OU SOCORRO, DÁ PARA TODO MUNDO FICAR DE UM LADO SÓ?



"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico”. Nelson Robrigues.


Entregue de presente ao respeitável público, num belíssimo embrulho de papel celofane cor de rosa e cuidadosamente, trabalhada pelo marketing por um conjunto de estratégias e ações para o mercado masculino e consumidor, chegou para ficar a Nova Mulher.

Houve uma época, nesta interminável saga do desenvolvimento do gênero humano, que uma Nova Mulher era tão somente aquela que menstruava pela primeira vez. E a tornava-se fértil para a reprodução como diriam nossas avós, tornavam-se: ”mocinhas”.

É a menarca! Aliás, este nome parece referir-se mais a mulher do monarca.Concordam?

Entretanto, para entender aquilo que está sendo denominado como a Nova Mulher é necessário compararmos com a mulher tradicional.
Ambas ovulam, mas, a mulher tradicional aproveitava mais a chances de fertilizá-los do que, estas libertárias fêmeas contemporâneas que conquistaram com sangue, suor, lágrima e muito blá-blá-blá das organizações feministas, o direito à igualdade, e chegaram lá.

Antigamente, mulher tinha inveja do pênis masculino, o que levou Freud até a desenvolver a teoria do Complexo de Castração.A Nova Mulher deu um basta nesta bobagem e agora, deitam e rolam literalmente, com ele ,e dele, sungam-lhe o néctar para os seus melhores prazeres carnais. A mulher tradicional aprendeu com suas mães que o fogão, o tanque e o ferro de engomar eram poderosas ferramentas para o equilíbrio do casal, desde que elas os soubessem manejar com humildade, submissão e maestria. A família tinha no homem: o cabeça do casal.

Tudo que elas sentiam na cama com os homens era o tempo passar. Sexo, orgasmo, fantasias e uma vida intensamente, libidinosa não combinavam com as mães ,donas de casa,e aquele avental todo sujo de ovo!

O sexo era coisa de homem.

Elas sempre esperavam - como as fêmeas que habitavam o período do paleolítico humano - serem inevitavelmente, possuídas por trás, na frente (deu para entender?) e o macho predador ainda leva-lhes um punhado de cabelos nas mãos e na boca.

Vieram os movimentos feministas.Lésbicas de todo mundo uní-vos! Mas, na realidade apesar da maioria das suas líderes gostarem de fumar charuto, e das mesmas mulheres que os homens gostavam, o movimento foi se ordenando, organizando,disciplinando e surgiu a Nova Mulher.

Esta Nova Mulher executiva, bilíngüe, informatizada, independente, que tem o seu carro, seu apartamento, seu emprego, seu cartão de crédito (aqui, vamos ler no plural), seu parceiro por opção e não como uma necessidade de vassalagem financeira, difere da tradicional e das pioneiras feministas que falavam grosso, e viviam confundindo competição com conflito na relação de convivência com o masculino. A passagem da mulher tradicional, para a mulher feminista sofreu todos os solavancos dos excessos que se cometem nos processos de mudança. Era mais um momento de auto-afirmação do que participação social plena na sociedade e algumas impropriedades cometidas assustaram bastante os homens.

A fêmea pós-mulher tradicional, na realidade na fase de transição, era um protótipo de homem mal formatado. Imitava-lhes mais os defeitos do que as qualidades saiam dos banheiros dos restaurantes ainda abotoando o zíper das calças, falavam muitos palavrões, palitavam os dentes em público, passaram a jogar futebol, abandonaram as saias, beijavam na boca de todo mundo e davam antes de receber, literalmente! Um espécime independente, que ganha seu salário, que além de beijar na boca de quem quiser, faz sexo com quem bem entender,prefere não cozinhar, não passar e nem lavar roupa, pois, isto não é tarefa de diretora-executiva que trabalha na sucursal brasileira de uma multinacional.

A Nova Mulher dá-se ao direito até , de sustentar alguns maridos mais comumente chamados de vagabundos, e pagam as contas sem constrangimentos.A Nova Mulher quer fazer sexo todo dia, toda hora, o que tem levado meninos de 20 anos a encherem a cara de viagra.Eles estão assustados com a intensidade do assédio, e não querem falhar!!!

Se antigamente o orgasmo feminino era uma ficção, hoje dizem elas é questão de honra.Exigem longas preliminares e confessam sentirem múltiplos orgasmos.
Uma coisa maravilhosa! Quem tem viu, quem te vê, Nova Mulher.
Alvíssaras!

O QUE A MULHER DEVE EVITAR E EXIGIR NA HORA DO SEXO.



Homens não se sentem confortável numa relação sexual quando as mulheres insistem em querer dominar o cenário no qual eles nunca foram artistas coadjuvantes.

Entre as espécies animais, os machos procuram e a fêmea inteligente finge que foi achada.

As mulheres , que sabem o real valor das suas "pererecas", aquelas que as tratam como um bichinho de estimação, e querem o melhor para elas, sabem disto.


Até podem exercer esta atitude dominante, porém com a máxima destreza no sentido de que o homem não perceba tão acintosamente que está sendo dirigido por ela.

Como? Ela pode, por exemplo, dizer:

- Agora vou fazer aquilo que você sempre pede.

Como na realidade os homens pedem tudo nesta hora, vai ficar a impressão de que ele está sendo atendido e não, que ela está se atendendo.

A excessiva empolgação feminina na hora deste maravilhoso momento, também é desaconselhável.

Em geral, ou elas quebram alguma coisa, como taças e elefantes da mesinha de cabeceira que ficam com a bunda virada para fora atraindo sorte, ou apertam demasiadamente, o saco escrotal masculino.

Gente, isto dói muito!

Na esperança de mostra-se um aprendiz nota dez destas revistas femininas que contratam milhões de sexólogos moderninhos, ela se lembra que leu que o ânus do homem é zona erógena e, portanto, muito excitável, então ela confunde a medida, a intensidade e o jeito e tenta enfiar, todo o dedo indicador no cara.

A revolta será imediata, ou... Se ele começar a mexer as cadeiras, creia: É viado!

Não sei de onde veio, também, esse negócio de mulher querer morder as nádegas dos homens.

É um desperdício de tempo ao qual estas bocas femininas maravilhosas e insubstituíveis se ocupam.

Coisa horrorosa, pô!

É simplesmente um modismo, uma brincadeirinha. Ah, coisa mais sem graça! Até pela posição do homem que de bruços deixa-se abocanhar por aquela arma mortífera cheia de dentes, soltando aqueles grunhidos de loba no cio.

Outra prática, absolutamente desaconselhável, é fazer sexo sempre vendo vídeos pornográficos. Deve ser apenas uma curtição eventual. Tudo bem.

Porém, quando se torna uma constante obrigatoriedade, coloca a mulher em segundo plano, pois, primeiro ele terá que se excitar com o vídeo.

O que ainda é mais inconveniente é o fato de que, casais que sempre fazem sexo vendo vídeos pornográficos, provocam no homem o aumento do seu limiar de excitação, ou seja, cada vez ele terá necessidade de ver mais quantidade de vídeos, para atingir aquela qualidade de limiar satisfatório de excitação e ereção.

Homens, viciados nisto, esperam sempre que a próxima cena do vídeo pornô seja mais interessante, ou que o próximo vídeo seja melhor, enfim o foco deixa de ser a mulher que está a seu lado, e tal como uma babaca fica esperando pelo melhor dos melhores momentos, do... vídeo.

E estes casos, não são absolutamente, raros!

As mulheres devem prestar atenção a este detalhe de fundamental importância que é o seguinte: Os homens sempre pensam que os odores inconvenientes que às vezes invadem o recinto, na hora do “vamos ver”, são das mulheres.

Pensam assim: Como o pênis dele é para fora, tudo à vista, as possibilidades de má exarcebações odoríficas, nele são mínimas, comparadas com as das mulheres que tem tudo
embutido, úmido, e de mais difícil e trabalhosa assepsia.

Ledo engano, o pênis é aparente mais tem que ser lavado, e bem lavado, e também as virilhas, e principalmente os sovacos e finalmente, tratar daquele chulé irritante.

A principal culpada destas indesejáveis acomodações de alguns homens, em geral é a mulher que os absolvem e até adjetivam aquele estado de calamidade olfativa como sendo: ”Cheiro de homem”.

Fala sério!

É obrigação da mulher dizer para o seu parceiro que ele está fedendo, mandar tomar um banho ou banhar-se com ele.

Sob hipótese alguma, também, aceitar beijar a boca de um cara que acabou de degustar sardinha em lata com cebola ou acabado de comer pizza e estar ainda, com pedaços de azeitona ou lingüiça calabresa na cavidade bucal, além daquele indefectível cheiro de álcool, prova inconteste de como empurrou e fluidificou aquela comida, goela abaixo.


O que é isto? Troca de amor?

Só se ela tiver achado este amor na lixeira!