
Ando meio abatido e as minhas fantasias afetivas abaladas pelo que transformaram, impunemente, aquilo que um dia já foi um tão esperado e desejado, beijo na boca. 
Nestas baladas e bailes raves, nos quais faz-se uma verdadeira olimpíada de beijos na boca , dependendo das quantidades e como são as pegadas, você pode ganhar além de muita saliva, quem sabe também, uma significativa troca de virus e bactérias indesejáveis? Tem de tudo!

Nestas baladas e bailes raves, nos quais faz-se uma verdadeira olimpíada de beijos na boca , dependendo das quantidades e como são as pegadas, você pode ganhar além de muita saliva, quem sabe também, uma significativa troca de virus e bactérias indesejáveis? Tem de tudo!

Agora, também nos programas de televisão, juntam-se casais que nunca se viram e num deles, aos domingos, o melhor beijo na boca ganha um mil e duzentos reais, sendo, seiscentos para cada um do casal, e no outro, aos sábados à tarde, os rapazes conhecem a menina ali na hora, sorteiam de dentro de uma sacola ao som de uma música cuja letra é, bole, bole, bole, mexe, mexe, mexe, e tiram a sorte que pode ser selinho, beijo no canto da boca, beijão e beijão com pegada. 
Na quase totalidade dos casos o casal dá logo é um beijão com pegada, seja qual for o cartão sorteado e a câmera fica focalizando aquelas línguas, aqueles lábios, enfim, aquelas bocas, se engolindo e virando-se pra lá e pra cá, com as cabeças entortando-se de forma brusca e, nervosamente querendo demonstrar a melhor performance.
Um quadro típico de uma em situação característica de um ataque surpresa de epilepsia.
Caracas!
Em ambos os programas, o auditório vai a loucura, como se estivessem no antigo Coliseu romano onde o público ensandecido pedia aos gladiadores: Morte, morte, morte!
Neste caso, moderno, o auditório em crise histérica coletiva instiga o casal: Trepa, trepa, trepa!
O que é isso?
Antes de tentar explicar, deixe que eu lhes conte que, tempos atrás, conheci um senhor com seus quase oitenta anos de idade e naquela época estava no auge da moda, a minissaia, daquelas, bem no meio das coxas.
Este senhor então me disse:
- “Meu filho se na época que eu tinha vinte anos, as mulheres usassem estas saias, elas todas seriam estupradas em praça pública. Os homens da minha época, jovens e cheios de hormônios, não agüentariam ver uma mulher nua deste jeito!”.
Voltando ao beijo na boca.
Eu não tenho oitenta anos, um dia chegarei lá, mas sou da época que os homens chegavam até ao orgasmo ao dar um beijo na boca de uma mulher.
Hoje, os caras e as meninas ficam vários minutos se engolindo na frente das câmeras e ninguém goza?
Parecem que acabaram de chupar uma laranja, comer um sanduíche de mortadela...
O que está errado nesta história?
É que o erotismo do beijo na boca foi tão banalizado e substituído por um ato de exibicionismo, absolutamente, circense!

Não tem mais nenhum segredo, intimidade, jogo de sedução, mistério, nem absolutamente, nenhuma dificuldade, enfiar a língua na boca de terceiros, quartos, quintos... Que saudade!
Não tem mais conquista, pois afinal de contas a boca, a língua e o escambau, são coisas muito íntimas, sim!
Virou um esporte, como tiro ao alvo, ou no futebol, bater um pênalti, no basquete fazer uma cesta e no boxe botar o outro a nocaute.Acabaram-se as fantasias!
E por aí caminha também, fazer a prática do sexo.
Deixo bem claro que tudo isto que está acontecendo agora, e por mais paradoxal que pareça, sempre foi o grande sonho do “homem de ontem”, chamado de machista, predador, chauvinista ...e o que mais?
Lembram-se !

Na quase totalidade dos casos o casal dá logo é um beijão com pegada, seja qual for o cartão sorteado e a câmera fica focalizando aquelas línguas, aqueles lábios, enfim, aquelas bocas, se engolindo e virando-se pra lá e pra cá, com as cabeças entortando-se de forma brusca e, nervosamente querendo demonstrar a melhor performance.
Um quadro típico de uma em situação característica de um ataque surpresa de epilepsia.
Caracas!
Em ambos os programas, o auditório vai a loucura, como se estivessem no antigo Coliseu romano onde o público ensandecido pedia aos gladiadores: Morte, morte, morte!
Neste caso, moderno, o auditório em crise histérica coletiva instiga o casal: Trepa, trepa, trepa!

O que é isso?
Antes de tentar explicar, deixe que eu lhes conte que, tempos atrás, conheci um senhor com seus quase oitenta anos de idade e naquela época estava no auge da moda, a minissaia, daquelas, bem no meio das coxas.
Este senhor então me disse:
- “Meu filho se na época que eu tinha vinte anos, as mulheres usassem estas saias, elas todas seriam estupradas em praça pública. Os homens da minha época, jovens e cheios de hormônios, não agüentariam ver uma mulher nua deste jeito!”.
Voltando ao beijo na boca.
Eu não tenho oitenta anos, um dia chegarei lá, mas sou da época que os homens chegavam até ao orgasmo ao dar um beijo na boca de uma mulher.
Hoje, os caras e as meninas ficam vários minutos se engolindo na frente das câmeras e ninguém goza?

Parecem que acabaram de chupar uma laranja, comer um sanduíche de mortadela...
O que está errado nesta história?
É que o erotismo do beijo na boca foi tão banalizado e substituído por um ato de exibicionismo, absolutamente, circense!

Não tem mais nenhum segredo, intimidade, jogo de sedução, mistério, nem absolutamente, nenhuma dificuldade, enfiar a língua na boca de terceiros, quartos, quintos... Que saudade!

Não tem mais conquista, pois afinal de contas a boca, a língua e o escambau, são coisas muito íntimas, sim!
Virou um esporte, como tiro ao alvo, ou no futebol, bater um pênalti, no basquete fazer uma cesta e no boxe botar o outro a nocaute.Acabaram-se as fantasias!

E por aí caminha também, fazer a prática do sexo.
Deixo bem claro que tudo isto que está acontecendo agora, e por mais paradoxal que pareça, sempre foi o grande sonho do “homem de ontem”, chamado de machista, predador, chauvinista ...e o que mais?
Este modelo de prática da sexualidade sem restrições, suruba total, mulheres absolutamente, disponíveis e entregando-se sem exigirem os menores esforços para serem conquistadas foi construído, e consentido exatamente, após as mulheres terem - e com todos os méritos - conquistado com lutas e muitos sofrimentos o atual patamar de liberdade social.
Onde foi que erramos?

Olha, ficou muito sem graça e, repito, se há alguns anos os homens torciam para que o sexo chegasse neste estado de liberalidade em nos encontramos, agora ao chegarmos, a gente fica lamentando de ter imaginado que isto se tornasse possível, um dia.
E tem homem que já nem larga, mais o seu, com medo de sequestro.
Então, meu amigo, freia este trem por aqui, pois corremos o risco de congelarmos nossos sentimentos, nestas tempestades de neve libidinosa e demonstrações pífias de sexualidade.
Onde foi que erramos?

Olha, ficou muito sem graça e, repito, se há alguns anos os homens torciam para que o sexo chegasse neste estado de liberalidade em nos encontramos, agora ao chegarmos, a gente fica lamentando de ter imaginado que isto se tornasse possível, um dia.
E tem homem que já nem larga, mais o seu, com medo de sequestro.

Então, meu amigo, freia este trem por aqui, pois corremos o risco de congelarmos nossos sentimentos, nestas tempestades de neve libidinosa e demonstrações pífias de sexualidade.







E quando eles começam a descrever os encantos da parceira?

Depois desta guerra toda, afundam na cadeira e começam a dar estouro com a boca mascando o chiclete.




Já era tarde, pois Carlos Eduardo a emudeceu completamente com um beijo de língua, guardada o mais profundamente na boca de Vera Regina que agora tentava, desesperadamente, falar com os olhos e inutilmente, pois Carlos Eduardo iria independente da desconcentração da companheira, afogar com relativo atraso e merecidamente, o seu ganso!

Vamos explicar primeiro, para àqueles mais jovens e adeptos de ritmos mais agitados, como os funk da consagrada artista pátria: Tati Quebra barraco ou o funkeiro internacional: Lacraia, como é que se dançava bolero,
Uma delicia!














