PORQUE EU PRECISO DIZER QUE TE AMO, OU COMO ERA FÁCIL FAZER SEXO !


No consultório de um consagrado geriatra dois homens enquadrados na categoria da terceira idade conversavam abertamente, sobre as agruras da paumolescência, termo chulo e vulgar aplicado à dificuldade de ereção da preciosa ferrementa de trabalho do homem.

-Você está com quantos anos? - pergunta o coroa com cara de matuto de festa junina, com os cabelos pintados acaju, quase bronze, as sobrancelhas muito mais escuras que os cabelos e a tintura da barba que, infelizmente não combinava com nenhuma das outras duas cores.

- Eu tenho 76 – responde o outro de cabeça completamente branca, sem barba nem bigode e com sobrancelhas tipo daquelas que estão dando adeus ao rosto. Apenas uma meia dúzia de pelos retorcidos e esbranquiçados.

-Tenho 70 .

- Sete ponto zero.Mas está muito conservado - tenta ser gentil o idoso assumido de cabeça e o resto tudo branco.

-É que além de pintar o cabelo, e todo o resto que vai ficando branco, eu continuo amando e muito, todas as mulheres!

-Então, ainda está com tudo em cima, não é?

-Quer dizer, em cima, em cima quem está é o Pico da Bandeira, mas eu descobri o segredo de como me livrar dos meus fantasmas...



-Fantasmas? - inquiriu, o cabeça branca.

-É. Pois, não venha me dizer que você acha que ficar velho, é uma espetaculosidade, uma benção da natureza, sentir que está endurecendo tudo, mas no lugar errado. Endurecendo a coluna, as juntas, os joelhos enfim, e o que tem que ficar duro, mesmo, pois, eventualmente, pode ser solicitado ao cumprimento das suas obrigações contratuais com o prazer, fica lá de cabeça baixa, todo jururu, acabrunhado e abatido parecendo um palhaço depois que o circo pegou fogo.


- Nós precisamos assumir a velhice - fala o outro com sabedoria .

-Nada disso, eu não assumo: eu transfiro, eu divido com muito amor para todas as mulheres mais novas , com vitalidade e juventude de uma atleta olimpica.

-Como assim, você transfere?

-Exatamente, quando eu digo para uma mulher que eu a amo, eu estou transferindo e dividindo tudo com ela que tenho de bom e o que não presta mais. Sucata!






Eu lhe repasso meus sentimentos eu os afasto, junto com minhas dores. Eu as jogo, também, para ela. Vai tudo em um único e grande pacote deste relacionamento, como se eu tivesse plantando uma nova árvore na minha vida!




Reconheça que eu preciso fazer alguma coisa para acabar com aquele latejamento incomodo no meu cansado guerreiro sexual, e a tristeza que me dá ver escorrer aquele mediocre jato de urina como se fosse um fio d’água de uma torneirinha que está secando.


Então, fico pensando naquela deliciosa boca carnuda, e suas suas coxas saradas. Veja estou jogando e dividindo tudo com ela e isto me alivia muito. Estou me livrando do medo da morte, da ansiedade da idade, do temor pelo amanhã, do dia que vou ficar impotente, e passar a tomar remédio para esta praga da disfunção eretil.Então o pica-pau não me sai da cabeça!



Aí eu até minto, e digo que me masturbo pensando nela.

Digo frases de efeito tipo: -Meu amor te ofereço em holocausto minha próstata! E ela se emociona!

E você também, nesta idade sabe que nossas próstatas são monstros do tamanho de uma ervilha e que faz um estrago maior do que um míssil com ogiva atômica na nossas vidas - finaliza o revoltado homem que não perdoa o passar dos tempos, época na qual era muito fácil fazer sexo.

-Você então só namora mulheres muito mais novas, mesmo que seja uma tremenda pistoleira, uma destas periguetes da vida?- pergunta o atordoado cabeça branca em tom sarcástico e esboçando um sorriso provocativo.





-É lógico. O que é que eu vou fazer com uma mulher velha na cama? Dormir? Falar sobre bronquite, enfisema pulmonar e ela dos seus problemas hormonais, da secura da sua vagina, dos pólipos do seu útero? Qual é meu caro amigo? A cama vira um leito de UTI.
Mulheres novas agem como se fossem meus medicamentos ortomoleculares, propiciam o combate aos meus radicais livres.
É por isso que, eu preciso dizer que as amo, pois, meu coração que já está em frangalhos, cheio de gordura e o fígado esperneando e necrosando com tanta besteira que comi e bebi pela vida a fora, vão sendo desta forma enganados como se estivessem no cidade do Neverland, aquela tal cidade do nunca!



Quando eu digo para ela: eu te amo, eu rejuvenesço. Eu deixo de lembrar que meu pulmão está entrando em greve e sinto falta de ar e meus olhos começando a aparecer catarata, sinal de que a luz está apagando. E principalmente meu companheiro, quando eu digo que a amo , que estou apaixonada por ela, eu só temo que ela não exija que eu faça sexo mais de uma vez, numa noite.

Dou a entender que ela corre o risco de não terminar a noite comigo e ainda ter que tomar a derradeira taça vinho, com um cadáver de corpo presente!

Afinal uma é o que eu considero,um número da sorte e que ajuda a continuar lembrando-me de como era fácil, fazer sexo...

Neste momento a atendente chama:

- O próximo.

E o homem de cabeça branca deseja saúde e vitalidade sexual àquele inconformado 7.0 , rindo muito e satisfeito da vida ,por de não ter mais estas ilusões da carne.

CONVESA FIADA.



Conversavam descontraidamente, no avião em vôo doméstico, dois jovens bravateiros.
Nenhum deles tinha mais de 30 anos. Um era loiro, e num olhar mais crítico, logo seria tipificado como boiola.
Por quê? Talvez pelo excesso de rimel nos seus olhos, ou aquela base de maquiagem que ele usava, muito densa.
Por esta razão, talvel ele passasse aquela primeira e errônea impressão.

Na verdade, era um autêntico metrossexual e assumidíssimo!




O outro companheiro dele, um moreno padrão latino, sem nenhuma outra característica que pudesse ser ressaltada, a não ser um coque que servia para amarrar seus originais e longos cabelos pretos.

Mas nada parecido com as madeixas da Amy Winehouse, absolutamente.

Coisa mesmo de macho!




Usavam roupas padrão de jovens: Jeans, desbotados com um ou outro rasgão, propositadamente, feitos. Destes que já vem com defeito de fábrica, seguindo a linha desbotada, rasgada e esculhambada, muito em moda, hoje em dia!

A conversa para variar era sobre sexo e mais, especificamente, sobre o tamanho ideal da centimetragem peniana. Os dois pareciam disputar quem era o detentor do maior órgão, vulgarmente chamado de reprodutor, mas que serve para muitas outras distrações e brincadeirinhas, também interessantíssimas, sem nenhuma intenção de reproduzir.
Nesta inusitada tentativa, de mútuo convencimento, dizia o moreno, que ele sempre tivera problemas com o tamanho extravagante do seu instrumento de trabalho, sendo que o mais desagradável era o de que, sempre que ia servir-se do vaso sanitário tinha que manter o órgão para fora, pois, caso contrário, fatalmente, o tal do grandalhão, mergulharia na água. O loiro replicou que aquilo não era nada de mais, pois com relação ao seu, nunca podia andar sem cueca, pois fatalmente, o tal do grandão dele, ficava querendo sair pela boca da calça. Assim é demais, pare!

Após cada um dar as suas justificativas de convencimento sobre tão importante contenda, ficavam ambos acusando um ao outro de mentiroso, numa acalorada discussão.

A verdade era que, apesar do insólito e grotesco da conversa, uma nítida e mútua gozação, ela foi tomando contornos muito engraçados e contaminando alguns outros passageiros.
Ambos os mentirosos criavam cada vez mais situações pífias e chulas para acirrarem a disputa.

Perguntou o loiro para o outro, em tom desafiador:
-Ta legal, como é que você o coloca o seu grandão, para dentro das calças?
-Ah, que besteira! Coloco com as mãos. Mas em duas etapas.
- Só duas etapas? – interrompeu o loiro:
-Ta vendo como o meu é muito maior?
-Maior por quê?
-Maior porque eu tenho que dar várias braçadas (risos)...
- Deixa de conversa, você fica é sonhando que está soltando pipa! E quando acorda, a carruagem virou abóbora.

E riam muito, contagiando nesta altura outros passageiros, despertando a curiosidade até algumas mulheres, que até já esticavam o pescoço e apuravam os ouvidos para localizar os pseudos campeões penianos.
Uma senhora já bem idosa perguntou para um outro passageiro:
-Tudo garganta, o Sr. não acha?
-Olha minha senhora, não é sobre o tamanho das gargantas que eles estão falando, não!
-Eu sei meu filho, é força de expressão! Eu sou velha, mas não sou surda e conheço razoavelmente bem desta matéria. E pela vida a fora, já fiz muitas sacanagens...(risos demorados).
Um deles levantou-se e disse para o outro;
-Vou ao banheiro...

Imediatamente um passageiro, absolutamente gay, enlouquecido e com uma voz fina, melosa e carente balbuciou:
-Precisa de apoio logístico?
E a viagem continuava entre gargalhadas prolongadas, num clima autêntico de jogo de futebol.
Formaram-se as torcidas, pró e contra, no mais ridículo e divertido vôo que já fiz. Até a aeromoça passou a servir, abundantemente, aquele setor do avião.
E não saía dali!
Oh, santa curiosidade feminina e que , aliás começa muito cedo!

Estávamos nos aproximando da aterrisagem.
Faltavam poucos minutos para chegar ao destino, e recomeçou a discussão, desta vez um pouco mais acalorada,pois futebol,sacanagem e samba é com a gente mesmo!
Sem dúvida esta é realmente ,a praia do brasileiro.


Finalmente, em tom arrogante o loiro da maquiagem forte perguntou, ao moreno latino: -Você usa camisinha?
-Lógico que eu uso. Não sou maluco, tenho que me proteger...
-Tá vendo como o meu é realmente muito, mais muito maior que o seu? Eu não consigo me proteger usando só uma simplória e miúda camisinha, pois é muito pequena para agasalhar o meu membro colossal.

-E o que você usa?

- “Manto de júpiter”, finalizou arrogante e dando gargalhadas.

Neste momento, além da balburdia generalizada, uma voz fresca, macia, bem boiola lá do fundo do avião exclama entre suspiros:

-Oh meu garoto lindo, coisa enorme do tio, nona maravilha do mundo, vamos brincar de futebol lá meu gramadinho?

Algumas mulheres mais afoitas e desesperadas começaram, delirantemente, a gritar:

-Arma a barrraca! Arma a barraca. Arma a barraca!...

Não havia mais tempo para nada, pois o avião já estava aterrisando e desta forma encolheram-se todas as fantasias.

Inclusive as bazófias penianas.

E como terá sido a aterrisagem desta incomum e alegórica viagem?

VOLTA MONIQUE, VOLTA !



Aquele homem vivia aos solavancos, pelas orlas das praias do Rio de Janeiro.

Como um carro velho, ficava rateando, entre o Leme e o Forte de Copacabana.

Às vezes, uma esticada até Ipanema e Leblon. Quando a saudade era sufocante, então caminhava para a Barra da Tijuca, Prainha, e se preciso, ao fim do mundo!

Sempre pensando consigo mesmo que, o ser humano diferentemente da água, não se evapora, ou assim como os rios não somem no mar e, principalmente, como o dinheiro público, não desaparece na conta bancária dos políticos. Portanto, onde estaria Monique, a carioca?

Teria se engajado na assessoria de Hugo Chaves e se tornado a conselheira maior do venezuelano piradão?

Estaria refém de algum terrorista afegão, naquelas empoeiradas chatas e quentíssimas montanhas, onde impera a vontade do barbudo Bin Laden?

Por acaso, Monique teria feito plástica e estaria disfarçadamente, atuando naquelas horrorosas novelas mexicanas?

Poderia ter se tornado uma sacoleira na agitada ponte Brasil-Paraguai?

Estas dúvidas massacravam mais a cabeça daquele infeliz carioca, do que chicletes, em boca de adolescente. Logo ele, que sempre achou que Monique, com seus irresistíveis encantos de serpente do paraíso bíblico seria a única mulher capaz de recuperar-lhe a heterossexualidade, perdida na infância e, naqueles quintais, das casas dos subúrbios carioca.

Sim, pois, Monique, nunca soube do seu amor platônico. Escondeu até o último dia em que a viu, sua condição de gay. E de gay, muitíssimo premiado, pois já tinha sido Miss Suéter vaporoso, de um clube em Caxias, quando ainda era menino.

Mais tarde foi coroado Miss Piscinão de Ramos e desfilava em bailes do Scala gay, em todos os carnavais.Chegou, inclusive, a ir para a Itália como travesti, ganhar uns trocados em Roma, na Via Apia, onde era conhecido com Carla Cudioro.

Porém, ao conhecer Monique se apaixonou. E ao invés de botar, começou a tirar as próteses de silicone. Deixou crescer a barba, fazia musculação, passando a ser o respeitado Mano Otávio, na noite carioca.

Foi lá que inclusive conheceu Monique dançando funk, numa festa rave que durou duas semanas e três dias! Festinha rápida, para o gênero. E sem que ela percebesse, a acompanhou durante muitos meses, até nascerem, novamente todos os pelos do corpo, as cicatrizes da retirada dos implantes se suavizassem e, aquele jeitão de boiola, fosse sendo consumido pelo novo macho espada e pegador.

Porém, depois de totalmente, recauchutado, o inesperado aconteceu: Monique sumiu!

Soube algum tempo mais tarde que, ela tinha ido morar na Bahia, perto do Farol da barra e apagando, desta forma a luz que voltava a acender na sua nova opção sexual e esfriando assim, o seu acarajé, recentemente, reabilitado no novo supermacho, Mano Otavio.

Enfim Monique escafedeu-se!

Uma noite, escutando num inferninho da zona sul, Ney Matogrosso cantando, “Telma, eu não sou gay”, o sangue ferveu-lhe nas veias e encheu a cara, bebeu todas e mais aquelas, entregando-se literalmente, ao passado que lhe condenava. Sequer conseguiu, voltar para casa. Acordou quando um policial militar falava-lhe com aspereza e indignação:
-Ô rapaz, você neste estado deplorável e sendo sodomizado por um anão, em plena via pública?

Ainda, muito zonzo, olha para trás e vê aquele tarado e maníaco anão, puxando a calça para cima. Revoltado com tudo, lembra-se de Monique, das suas frustrações e responde para o policial, com igual rispidez:

-Deixe este miserável se distrair, pois, pior do que ser estuprado por um anão, foi ter tido um sonho que durou tão pouco e foi tão pequeno e muito menor que este infeliz.
Portanto, continue botando, anão!

UM HOMEM, UMA MULHER E ENTRE ELES A TPM !

-Então meu amor vamos jantar naquele seu restaurante preferido e depois ir a um cineminha?- pergunta o companheiro querendo agradar.

-Você só pensa em comer! Que cara mais insuportável pegajoso me deixa.Come meleca!

-
Ontem você me pediu para comer baião de dois, aquela comida nordestina que você adora lá no restaurante, Ceará Delivery.

-Baião de dois! Baião de um, ouviu? Aqui em casa só tem um, e as “segundas” estão na rua, aquelas periguetes, piranhudas que levam sua grana, otário e babaca!
Não quero mais conversa, porra! - finalizou foguenta, esbravejando, tossindo e enrolando o cabelo em forma de coque atrás da cabeça , prendendo com um lápis enfiado à moda: esculhambou geral !

Tereza Maria e Pedro Paulo vivem juntos a seis anos e invariavelmente, entre beijos e abraços, uma relação sexual rapidinha, eventualmente pela manhã, e algumas mais prolongadas finais de semana. Ninguém ousaria dizer que este casal não tenha nascido um para outro.


Uma explicação necessária:
Excetuando uns quatro ou seis dias por mês, nos quais Tereza Maria é invadida por umas ondas de calor,severa distensão abdominal, vontade de chorar, absoluta falta de apetite, insônia, e uma irritabilidade persistente, capaz de enxotar até os gatos do telhado.
Inchaços generalizados, nas pernas e rosto. Agressividade destas de jogar pratos, copos, falar muitos palavrões, lembrar que foi traída logo no começo do relacionamento com a ex-noiva do cara - sendo que ele ainda era noivo, não é incrível? Naqueles péssimos dias do mês Tereza Maria não perdoa o companheiro por ter sido noivo. Pode?
Uma ansiedade que a impede de sentar até no vaso sanitário e ficar parada mesmo que seja, por uns poucos minutos, e usa compulsivamente o controle remoto como se fosse uma metralhadora.

Ela é envolvida por um absoluto sentimento de rejeição, desesperança, dor de cabeça alucinante que a faz ingerir muitos comprimidos que não cessam a dor, e trazem outras conseqüências indesejáveis, como uma sensação de que o estômago dela está “grávido” e vai estourar.
Além disso, o aparecimento de algumas acnes, invariavelmente, que nascem com o intuito de chatear ainda mais, a coitadinha, e bem na ponta do nariz.

Voltemos pois, ao diálogo do casal:


- Portanto, enfia este baião de dois bem no meio do seu...


-Pára, Tereza Maria, não sou obrigado a ter TPM, com você, vai se tratar, desbocada.

-Escuta aqui Pedro Paulo quem te disse que eu estou com TPM, eu nunca tive isso, seu bastardo, mentiroso, nojento. Agora você, sim, me passou herpes genital, se lembra seu devasso? E labial também. Você é um andróide infectante e ambulante!

-Tereza Maria, é inadmissível que em pleno terceiro milênio, você uma mulher de nível uma terapeuta, culta, ainda sofra desta porcaria. Vá a um ginecologista, sei lá...

-Vou Pedro Paulo, vou ao ginecologista e vou dar também pra ele, está bom assim?

-Você me respeita, ou eu perco a cabeça e quebro a sua cara!

-Vem, vem, machão de merda! Taí a lei Maria da Penha, encosta a mão em mim, seu covarde!

Pedro Paulo recua e senta no sofá, rindo às gargalhadas. Todo mês é esta mesma baixaria, e ele sabe que quando o “encosto” vai embora Tereza Maria é uma mulheraço que o deixa absolutamente, louco.
Ele gosta muito dela,das suas coxas, dos seus peitos, da sua cara de mulher sensual, da sua boca e o que ela sabe fazer com aqueles lábios.

Dos seus gemidos que o excitam completamente, na hora do vamos-ver-minha-filha, e da maneira como ela se insinua. Mulher boa de cama e mesa.
Cozinha bem. A comida de Tereza Maria tem cheiro e sabor diferentes.
E Tereza Maria é uma psicóloga. Mulher inteligente, com pós-graduação em psicanálise, tem uma excelente clientela e contribui, na manutenção daquela bela casa própria que os dois compraram há pouco tempo.
E além disto Tereza Maria é realmente uma mulher muito culta, boa filha e gostosa pra cassete.E bota gostosa, nisto!

-Esta rindo de quê Pedro Paulo? Qual é a palhaçada agora seu corno?

-Ah, também sou corno, Maria Tereza?

-Tecnicamente, não. Mas estou pensando seriamente, em devolver a você as traições que você me faz.

-Tereza Maria eu sei que homem é safado mesmo, mas eu não tenho nenhuma razão para lhe trair amor.Você é tudo pra mim...

-Sou! Inclusive, sua escravinha. Já esqueceu daquela lingerie preta que te pedi e aquela bolsa, que vimos e você prometeu? Pensa que já esqueci também, que você disse que iria me dar outro carro, agora um zero quilômetro? Sem falar no vestido que você adorou daquela loja no shopping. E o livro? Seu men-ti-ro-so! Não é pelo dinheiro, é pela lembrança, desgraçado. Cala essa boca...

-Você t
em razão, eu prometi e vou dar.Agora dá um beijinho gostoso, vem cá meu animalzinho.

-Animalzinho é a tua mãe. Ela sim tem TPM aquela velhaca. E quanto ao que você me prometeu, pode enfiar tudo e novamente bem no meio do seu...

-Tereza Maria, chega! Não sou obrigado a escutar isto e vou dormir - interrompe aquele homem vitima, também, das explícitas impertinências e incômodos terríveis de uma mulher que fora desde período fatídico e incontrolável é melhor do que uma lua de mel de um ano em Dubai.



E sem TPM.

Lógico, afinal Tereza Maria é só um pouquinho nervosa, em certos dias, dependendo da lua. Sim, e também, dos astros. Enfim de tudo um pouco...

Bobagem!

E por sentir ainda os lábios das nossas mães, nos nossos rostos, testa, cabelos e nos babando todo, aqui vai um pedido, sob a forma de recomendação:
A síndrome da Tensão Pré-Menstrual –TPM é tratável através de um arsenal de medicações existentes. Você não precisa viver dias de mulher derrotada pela dor e desconforto psicológico.
Você mulher guerreira, que nos deu a vida, nos embalou para adormecer ao som do “boi da cara preta” que no início dava até medo, pois você dizia que, ele vinha nos pegar, mas ao mesmo tempo nos agarrava com tanto amor e carinho que o som do "boi,boi,boi" ficava sendo,igual aos do ritmo dos nossos corações que se transformavam em um só. E o seu calor nos adormecia!

Você mulher do terceiro milênio, agente de mudança que vai transformar esse mundo num grande jardim de flores, paz e esperança que, nos agasalhou neste útero sagrado, nos alimentou com seu néctar da vida, agora e para o futuro:Chega!!!