TRAIÇÃO MASCULINA: OS HOMENS SE ACHAM "GALINHAS"?






Existe, sim, uma diferença abissal entre aquilo que uma mulher e um homem pensam sobre o assunto. E ambos tem as suas razões.

Para as mulheres quando o homem a trai é porque não gosta mais dela e os homens fazem isso como se estivessem comendo um prato trivial variado, na rua.


Diferente dos homens, as mulheres traem menos, mas, se vingam muito mais!

Já os homens inventaram e até sustentam como verdadeiros sábios, algumas teses sócio-sexológica em suas rodas de amigos ou em papos de botequim, muito convenientes e cômodos para eles, e que talvez muitas mulheres jamais tenham tomado conhecimento, como a tese de que, o primeiro passo para a impotência sexual é a fidelidade conjugal.



Dentro dos protocolos morais éticos e religiosos das uniões entre os casais, isto seria imoral, caso fosse a razão que motivasse os homens a estas escapadas, porém usam somente seus instintos mais primários. Portanto, esta correlação para eles, entre uma "escapada" e traição ,é pouco sustentável até como justificativa para poderem continuar a consumá-las, sem nenhum sentimento de culpa.

É da ancestralidade do macho sobre a face da terra, que eles cassem as fêmeas.



A evolução das normas, dos valores, e da moral social, atualmente, lógico que condenam estas teses do homem da caverna.A nova mulher, sua emancipação social e todas as conquistas merecidamente, incorporadas ao seu universo existencial, não deixam dúvidas.


No entanto, assim como Roma não foi feita em dia -como diriam os antigos - passarão décadas até que a sexualidade e os instintos masculinos se adaptem a elas.

Resta observar então, um aspecto muito sutil desta questão e que as mulheres devam ter , porém não são comuns de vermos.

Quando a vizinha encalhada, ou a prima baranga e feiosa, ou a “amiga” vem com péssimas noticias dizendo que seu marido é um galinha, e cita o nome de umas quarenta delas, que ela prova que ele já as tenha comido, acreditem não é por aí que mora o perigo.


Um homem que sai com todas as mulheres do mundo, na verdade,não saiu com nenhuma mulher que possa ameaçar seu casamento ou parceria com ele.

Acredite nisto! Ele está apenas, erradamente é lógico, mas querendo afirmar-se, é inseguro e segue os passos das suas origens antropológicas, sempre a procura de novos seios, novas coxas, novas curvas, comer mais uma, enfim...

No entanto, uma coisa que nenhuma das suas amigas irá lhe falar, pois nestes casos o sigilo da traição é tão bem desenvolvido que ninguém desconfia, é quando seu parceiro, além de você só tem mais uma, somente uma mulher fora de casa e todo o tempo.

Aí sim, você mulher, estará muito próxima, e a qualquer momento de uma separação.

Homens que transam com todas as mulheres do mundo, são realmente uns galinhas indesejáveis, mas estes, jamais deixarão de ser o seu galo.

Quer que eu minta?

RESPOSTAS AOS EMAILS DE PROBLEMAS SEXUAIS DOS LEITORES.









Todos sabem que não sou sexólogo e meu blog é somente algo que fala sobre isso, mas pretendendo que, seja sempre com humor.

Porém, tenho recebido muitos emails que pedem um comentário sobre este ou aquele problema sexual que as pessoas estejam vivenciando e aqui vou responder a alguns deles.

JONATAS PEQUENO,cidade Vila Pau grande, Magé, Rio de Janeiro.

Olá Paulo, nasci aqui nesta cidade do imortal jogador Mané Garrincha e estou com um problema maior do que o nome da minha cidade.
Seguinte:Tenho 78 anos e vivo com uma companheira de 26 que conheci depois que fiquei viúvo pela terceira vez.Ela é lindíssima e todos aqui no bairro gostam muito dela e não sei por que, apesar de toda simpatia dela, comigo ela é sempre muito exigente chegando a exigir que meu pênis fique ereto na hora da relação. Não posso tomar as azulzinhas pois sou cárdico e confesso que estou meio borracha mole, mas quando nos conhecemos ela nem ligava para isso, dizendo que o amor dela por mim era muito maior do que sexo.
Mas, ultimamente ela tem saído muito com as amigas e volta sempre muito tarde, às vezes meio alcoolizada eu nem ligo, não ligo mesmo, mas acho que sou culpado por este problemão que estou causando a minha querida.

Qual a saída?

RESPOSTA;

Então Pequeno, está com 78 anos e a borracha fraca, sempre a meio pau, não é?
Olha Pequeno, perdoe esta sua companheira de 26 aninhos querer que você tenha ereção para fazer sexo, sem tomar remédio para disfunção erétil.Que absurdo!Combine com ela o chamado SC- Sexo Compartilhado, ou seja, em casa você compartilha com ela língua e dedos e pênis ereto ela procura na rua, pois afinal corno você tem plena consciência de que já é.Continue assim generoso e compreensível, pois não tem saída! Vá jogar bocha, damas e dominó na pracinha com seus amigos.Não esquenta as suas cabeças e durma em paz. INDECISA de Tatuapé, São Paulo.

Oi queridão, amo seu blog e minhas amigas também. Sou casada , tenho filhos e muitas amigas sendo que uma delas em especial quando toca em mim, juro Paulinho fico toda molhadinha e me sinto indecisa.O que faço?

RESPOSTA;

Oi queridona, solta a franga, entrega seu corpo, pára de frear seus desejos, afinal, será só e mais um casal de sapatão, neste cada vez mais populoso público emergente de lésbicas.
Caso vocês duas queiram um assessoramento corpo-a-corpo e ao vivo estou à inteira disposição para mais este grande sacrifício que eu possa fazer em prol das soluções dos problemas de relacionamento.
Não esquece!

DONA DAS GALINHAS, Santa Maria ,Rio Grande do Sul.

Senhor Paulo, tem por aqui no sitio muitos animais, como jumentos, cavalos,vacas, éguas,patos, porcos, carneiros e pequei meu filho dentro do galinheiro colocando o pirulito dele numa das minhas galinhas.
Fingi que não vi coitadinho, pois está com 14 anos e nem tem namorada.Sabe como é. O senhor acha que, mesmo na hora não tendo repreendido ele, devo agora, ter uma conversa seria com ele?
Um grande abraço gaúcho!

RESPOSTA.

Acho que você deveria esquecer o episódio até porque ele, certamente, estará fazendo o mesmo, com as jumentas, éguas, ovelhas,porcas...
Nesta idade o jovem faz buraco na melancia, na bananeira,em mamão, enfim, e vai se virando como pode.
É uma fase que passa,e como seu marido é fazendeiro ele saberá explicar a você muito melhor do que eu o que é encontrar na fase adulta o buraco certo para as coisas.
E aqui entre nós, apesar de encontrar, muitos além daquele buraco, sempre vivem pedindo aquele outro.
Se é que me fiz entender.

COMO ERA DIFÍCIL AQUELE SEXO SOLITÁRIO.













O menino Ricardinho no auge de explosão de testosteronas dos seus quatorze anos,
vivia com uma alergia crônica,ofegante, lacrimejando, tosse, espirros compulsivos e afinal, o que era aquilo que a mãe já desesperada e aflita tinha levado a médicos homeopatas, alopáticos florais de Bach, e o escambau e o cara, continuava mal, sempre muito mal.

Mudou-se alimentação que ao invés daqueles torpedos de hormônios de vários andares destes fastfood da vida por uma comida vegetariana a base de soja, sejam os bifes e até rabadas de soja,com arroz integral e saladinhas o que para o garoto era indesejável por causa da rúcula, cebola e berinjela cozida,ou seja um vomitório alimentar que levava Ricardinho a querer morrer, todas as vezes que lhes davam aquele tipo de comida para que ele pudesse sobreviver.
Sua mãe era daquelas mulheres cremosas que, se fosse sorvete estaria sempre coberta de creme chantilly, muito vaidosa e dona de todos os odores contidos nos mais modernos cosméticos colocados à disposição da beleza feminina e que prometiam acabar com rugas de expressão, celulites,estrias e todas as outras mazelas , rejuvenescendo cinco anos a cada três meses de tratamento. Coisa de louco!
Era dessas mulheres cujo casamento acabou na hora de terminar e saia muito, inclusive à noite, e seu filho o Ricardinho que herdara o temperamento do pai , era muito caseiro e passava as noites e madrugadas, em frente ao computador.
Sua mãe vivia dizendo para suas amigas que a internet havia sido a melhor invenção do homem pois, como ainda era uma mulher muito jovem podia sair o dia que fosse e bem entendesse, chegando a hora que precisasse,pois separada do pai de Ricardinho, também precisava viver e que seu filho, ainda filho lhe dava a maior força para que ela se distraísse mesmo, pois ele ficaria esperando sempre em casa, quietinho ao computador jogando seus games preferidos.

Coitado, só que ninguém conseguia curar era aquela maldita alergia que colocava o garoto fora de ação e muito caidinho, sempre!
Numa dessas madrugadas que a mãe chegou em casa, Ricardinho estava desmaiado no chão, nu da cintura para baixo, o corpo cheio de bolotas vermelhas e o mais curioso o pênis do menino parecia uma bola de tênis, gorducho, super inflamado e roxo, o que deixou sua mãe enlouquecida.
Ao olhar para a mesa do computador, enquanto telefonava para o médico, viu ao lado dele um dos seus potes de cosméticos, um creme à base de silicone e mais vinte duas ervas milagrosas que, o fabricante admitia desavergonhadamente, serviria para que a mulher se livrasse das marcas da idade para sempre.

Um creme azulado, brilhante e com um odor fantástico de Jasmim do cabo e qual não foi a,
a sua surpresa ao constatar que o pênis do garoto parecia um céu, de um azul resplandecente e lá estava a prova do crime.

Ricardinho tinha entre as pontas dos dedos e na palma da mão vestígios significativos que tinha usado o creminho da mamãe para facilitar o seu trabalho de prazer solitário que no português direto, seria masturbação, mesmo! Com a chegada do médico e as constatações devidas, Ricardinho foi reanimado e medicado pelo médico que se trancando com ele no quarto e longe da mãe, deu-lhe a última orientação daquela consulta salvadora:
-Ricardinho pára de usar estes cremes venenosos da sua mãe.
-Mas eles escorregam e amaciam muito , fica muito gostoso - ponderou Ricardinho
-Não interessa , você é alérgico a estas porcarias.Quer que seu “amigão” aí, caia?
-Que isso doutor , nem pensar.
-Então, passe a usar vaselina líquida e continuará tendo ele sempre com você e escorregando na hora certa sem maiores surpresas.Aprenda Ricardinho que a felicidade precisa ser tratada com as mãos certas!

A CASA DAS TREPADEIRAS.








Naquela mansão, duas irmãs conversavam sobre a reforma da casa onde moravam.Marilaine e Rosália eram dessas meninas com carro do ano na garagem,poupuda herança garantida, muitos pretendentes , e nasceram para viver a vida, sem limitações.Ambas, gozavam , literalmente os momentos sem nenhuma preocupação no amanhã.
-Rosália, eu estava lendo numa revista de decoração que a última moda é ,na frente das casas, como as nossas, colocar-se trepadeiras elas dão o ano todo, flores lindas.Fica muito bonito!
-Mais uma Marilaine? -Como assim, Rosália.Não entendi esta sua “mais uma”- retruca Marilaine
-Estamos falando de trepadeiras, não é? Então mais uma?- respondeu atrevidamente Rosália
-E qual é a outra Rosália?
-Pô mulher, você não pode ver um homem.Até com meu último namorado você transou. Ele mesmo me falou que foi dentro do seu carro, na nossa garagem sua nojenta – desabafou Rosália -Não era mais seu namorado. Era só mais um homem disponível. Um homem, não, um pênis ambulante, tá?E quer saber? Eu cansei de ser cantada por ele, muito xaveco no meu ouvido e isso, enquanto ainda era seu “namoradinho”.Você não dava conta do recado? Eu dei e foi quando vocês terminaram: eu dei, mesmo!
-Eu sei que deu.Aliás se existe alguma trepadeira entre nós duas é você Marilaine.Nossa, pisa no freio. Aliás só pensei em botar uma trepadeira na frente da nossa casa para você ter companhia.
-Tá bom. Não pode ser um “trepadeiro”?- esculhambou logo a conversa, a atrevida Marilaine (risos, muitos risos).
-Tem uma que é linda,vermelha, intensa, o nome dela é lágrimas de Cristo
-Não Rosália, deixa Cristo fora disso. - Ah, tem outra muito bonita, também é a sete-léguas, de rápido crescimento, dá muitas flores rosa...
-Se cresce rápido ficamos melhor servidas. (risos , mais risos)
-Nossa, Marilaine, são sete- léguas...
- E daí, quem venham as sete, oito,nove....
- Chega depravada, pára com isso.
-Já sei vamos botar a jasmin- estrela é branquinha e cheirosa.
- É lesbica, agora santinha? (novamente , muitos risos).

NOVOS TEMPOS :A SENSUAL TRAINING.

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A década de 60 liberou geral aquela galera que, só fazia sexo depois de cumpridas as formalidades legais, e os seus pais orgulhavam-se de dizer que, suas filhas haviam casado virgens e de papel passado.

Segui-se, então, um período que, dar um pouquinho a mais ou um pouquinho a menos, não seria motivo para denegrir ninguém, desde que ela tomasse o anticoncepcional recomendado pela amiga. Naqueles tempos idos, camisinha de Vênus,ainda era uma simplória expressão, relativa a um tipo de vestimenta mais despojada da deusa grega do amor.Então, as mulheres, foram descobrindo aos poucos que o aparelho genital masculino não era o inexpugnável cofre do Banco do Brasil e que podia, tranqüilamente, ser explorado desde que houvesse um mínimo de motivação, nenhuma culpa por querer ser feliz , enquanto a porrada comia nas ruas e a democracia agonizava.
Lembremos que a mulher do período sexual paleolítico e, portanto, anterior aos anos da explosão das "perecas em chamas", jamais demonstrava ter vontade ou afinidade com a prazerosa arte de “fazer neném”. Prova disto, eram as repetitivas e insólitas reações e desculpas que elas davam, sempre que incitadas pelo parceiro a ter um prazer maior, do que comer pipoca sentada no sofá, vendo televisão.


Invariavelmente, ouviam-se frases que eram verdadeiras pérolas de inapetência e jejum da sensualidade feminina, como por exemplo:


- Se você quiser, eu deixo, por mim tanto faz,

- Se isto vai te aliviar eu faço,

-Pode, mas não ponho a mão, se vira aí,

-Pára, pára, não, não... seu desgraçado, ta vendo, eu não queria fazer isto, olha que sujeirada,

-Seu egoísta, é sempre a mesma coisa,

-O quê? Virar? Faz isto com a tua mãe,

-Ah, que nojeira, Tá satisfeito agora?



Hoje, o mercado abriu-se, literalmente, e em todos os sentidos, para as dádivas do prazer e já existem até aquelas gostosas instrutoras de artes sensuais, uma variação mais arrojada dos atuais profissionais de ginástica, genericamente, intituladas de personal training, e é sobre isto que repousa uma das minhas mais recentes fantasias, qual seja, o de fazer-me passar por um idiota completo, e marcar uma consulta com umas dessas instrutoras de artes sensuais.

Primeiro, como todo homem faz, mentiria descaradamente, e ela como toda mulher age, fingiria cinicamente, que estava acreditando. Diria que não fazia sexo há dois anos e seis meses, pois minha “senhoura” era estéril, psicótica, cardíaca, epilética, hipertensa, só possuía um rim, metade do fígado, um terço do estômago e nenhum pulmão.


Faria, então, as deprimidas caras e bocas de carente, desesperado e abandonado à própria sorte afetiva. Um ícone da infelicidade! E ao encarar com aquela gostosa instrutora de artes sensuais, diria convicto:


- Instrutora, estou aqui para ter uma aula de atualização daquelas posições que fazemos na cama, quando nosso objetivo não é dormir. Depois de todo este tempo que lhe falei, sem fazer sexo, eu não sei fazer mais nada na cama, a não ser... dormir. Durmo, por exemplo, de bruços, de ladinho e de costas. Na realidade, eu prefiro de ladinho ou conchinha pois, como tenho desvio do septo, nesta posição meu nariz não entope, não me engasgo e evito ter uma apneia - aquela incrível sensação que nunca mais vou respirar.


Dito isto, esperaria que ela perguntasse:


- Mas é impossível você não se lembrar! Nem daquela posição enfadonha, básica?

- Bem, já que você perguntou... Espera aí instrutora, deixe-me pensar se ainda me lembro - sempre fazendo cara de carente e imbecil.

- Sim instrutora, estou lembrando, ajude-me, por favor... Bota sua perna esquerda, ali em cima da mezinha de cabeceira, com cuidado para não derrubar o elefante de porcelana ou afundar o calcanhar naquele pote de vaselina. Veja, estou começando a relembrar. Acho que vamos fazer até uma posição bem supimpa!

Estica, e suspende a perna direita, em direção ao ventilador do teto e fica acompanhando o movimento da hélice. Isto, assim,mas cuidado para não cair pela janela.


Este movimento é muito bom também, para reforçar a musculatura interna das suas coxas. Agora “instrutorazinha” afasta mais a perna esquerda da tromba do elefante, ou tira aquela merda dali! Assim está bem, obrigado. Agora, com a sua mãozinha direita, segura aqui, isso bem aqui, ah, que saudade, intrutora!, Aproveita que até agora, a sua mão esquerda ainda, está livre e tira este maldito cachorro de cima da cama.


Lógicamente que a experiente sensual training, iria perceber minha ansiedade e começando a me estressar, a instrutora decidiria dar uma verdadeira aula de sexologia, objetivando acalmar-me:

- Se eu ainda estou lembrada – diria-me com absoluto ar professoral - esta é a décima segunda posição do famoso sexólogo hindu Kama Lharga, em seu livro intitulado: “Dando a Buda”.


Neste livro, ele ensina como viver feliz e saudável sem sair da cama. Na referida obra, o autor propõe as mais incríveis técnicas de como transformar um básico homem sonolento, em um verdadeiro macho caçador, carnívoro, uma verdadeira besta humana, autêntico espada e, aquela mulher estressada, cansada e frígida numa autêntica, mulher-aranha- afirmou


Pasmo com tanta sabedoria, e para demonstrar o mínimo de conhecimento sobre a vida de kama Lharga, contei-lhe que havia lido que o referido autor tinha sido expulso da china na década de 80, por ato inadvertido, e de terrorismo explicito, quando escolheu como título de sua palestra em Pequim:

"Crescei-vos e multiplicai-vos".
Acontece que naquela época, o governo daquela populosa nação, premiava com um radinho de pilha o casal que não tivesse nenhum filho. Quase foi decapitado


Um autêntico primata. Prova disto, é que ao vir a estas terras brasileiras, não ensinou nada a ninguém e ainda levou daqui, farto material didático para estudar e se atualizar para o resto da vida, pois o pleno domínio de todas as formas de sacanagem possíveis é o nosso maior patrimônio- finalizei orgulhoso!


Retornando a nossa aula, e já que havíamos esgotado o tempo dedicado às teorias sobre a matéria, pedi a instrutora para que, antes dos “finalmentes”, ela me trouxesse uma caipirinha, fechasse a porta da suíte, abrisse o chuveiro, mudasse a fronha e o lençol da cama, apanhasse uma toalha de banho bem grande felpuda e cheirosa, tirasse meus chinelos do caminho, apagasse a luz da sala, acendendo a do quarto, desligasse o telefone, colocasse um sonzinho, soltasse os cabelos, ligasse o ar condicionado...

-Êpa,espera aí, companheiro! – interrompeu-me, histericamente, minha musa sensual training, que aos berros, analisou meu quadro patológico de forma bem objetiva:

- Descobri, sua mulher não tem doença nenhuma.É por isso que você diz que não faz sexo com sua mulher há muito tempo. Afinal, nenhuma mulher conseguiria ficar acordada depois de cumprir todas estas suas ordens e executar tão broxantes tarefas.Ao invés de uma instrutora de artes sensuais, você tem que contratar é um administrador especialista em organização e métodos de ir para cama sem enlouquecer com tantas e diversificadas ordens, a companheira.


Tchauzinho, senhor escravocrata! - E saiu levando todas as minhas fantasias.

COMPROVADO:PONTO G NÃO EXISTE, AGORA QUERO INDENIZAÇÃO.








Vamos aos fatos: Em sessenta anos de estudos, nem os cientistas conseguiram encontrar esse tal do Ponto G.

Um tresloucado alemão e cientista que em 1950, Ernst Gräfenberg afirmava que existia na mulher, na sua vagina, uma área que uma vez estimulada seria a responsável por altos índices de excitação sexual, levando-as aos orgasmos com facilidade.

Era o Ponto G , G de Gräfenberg.

Pois bem, um grupo de pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA,liderados pelo urologista, Amichai Kilchevisky, pesquisaram durante os últimos sessenta anos e revisaram então todos os estudos que destacassem algum dos seguintes termos: "ponto G", "ponto de Gräfenberg", "inervação vaginal", "orgasmo feminino", "zona erógena feminina" e "ejaculação feminina".

A conclusão não poderia ser mais clara: após mais de meia década de estudos, ainda não há evidências científicas sobre a existência do ponto G.

E afirma a pesquisadora Junia Dias de Lima, categoricamente:-

"Anatomicamente ele não existe. A gente faz cirurgias, dissecções, e esse ponto não existe",

Muito bem , não existe,fato provado e eu agora como fico?

Sim, quero indenização de cada uma das minhas companheiras que exigiam que eu descobrisse esse maldito e inexistente Ponto G, nelas.

Pegavam a minha mão e , como se eu fosse um idiota,isso mesmo,umverdadeiro idiota e enfiavam meus dedos aqui e ali, diziam que era mais para cima, para baixo, para esquerda ou para a direita.

E eu me sentia fazendo sexo em Braile, perdendo um tempo precioso naquela bobageira e ainda, em função do meu insucesso, escutava ofensas tipo:

-“você é um paspalhão incompetente pois, o fulano e o cicrano, conseguiram encontrar”.

Algumas ameaçavam ir embora, outras diziam que comigo “nunca mais” como se eu fosse um reles torturador das mais cruéis ditaduras.

Desculpava-me, dizia que não era ginecologista, muito menos cirurgião e nem tinha levado bisturi, mas não adiantava,pois aquele pequeno , mais atuante grupo de amigas eram muito atuante e toda vez era aquele, mesmo inferno!

Fui muito humilhado, chamado de incompetente, e até de ”Don Juan” do Piscinão de Ramos.
A outra até duvidou que um dia eu tivesse saído com outra mulher,assacando contra a minha honra de macho-espada e olhando-me com desprezo, apesar de todo meu equipamento de invasão do território dela estivesse em pé de guerra.

Esta última, eu vou agora e imediatamente processá-la e ela será a primeira.

Simplesmente porque ao chegarmos na acolhedora alcova dos prazeres, ela apresentou aquele corpão tipo melancia, e vocês sabem que melancia é um fruto tão grande que, nenhum homem consegue comer sozinho.

Pois é, linda extraordinariamente encantadora e me arremessei em cima dela, bufando mais que búfalo no cio.

As narinas abertas, as pontas da orelhas quentes, o rosto vermelho e ardendo de tanta e justificada excitação, e no entanto, ela diz:

-Êpa, vamos com calma, mocinho!

Era paulista ,me chamava de "moço", mas de mocinho, estranhei e senti que ali tinha algo mais , e continuou:

-Da ultima vez pedi que encontrasse meu Ponto K que li na revista feminina e que ficava exatamente, acima do Ponto G, mais a direita e para cima, atrás do meu clitóris e você , com a sua habitual falta de técnica e insensibilidade disse que iria me levar a loucura encontrando , sim, o meu Ponto T, iludindo-me que o ponto T era a mais nova descoberta dos sexólogos, e significava, Ponto Tesão, lembra seu safado? – irritadiça jogou isso na minha cara.

Lembro realmente que apelei para aquele tal de Ponto T e até que deu certinho, ela disse que estava fantástico , maravilhoso, eu tinha realmente achado o Ponto T dela, e outras considerações e afirmações deliciosas feitas por ela, em meio aqueles incessantes gritinhos de ai,ai, ui,ui.

Bem como não podia deixar sem resposta, aquela provocação, falei:

-Ponto K? Mas se eu nunca consegui encontrar em você aquele ordinário do Ponto G , você queria agora, que eu descobrisse o Ponto K que ficava acima do Ponto G, um pouco mais a direita e atrás do seu clitóris?
Ora, estas coordenadas não serviram para nada , pois se nem sabia onde era seu Ponto G, atrás dele para mim era, lugar nenhum- arrematei muito revoltado!

Estão vendo as humilhações, as cobranças, as crueldades a que fui submetido?

E agora a conclusão de que este Ponto G nunca existiu.

Ok, tudo bem, então vou querer indenizações de todas elas.

Pode ser até em beijo na boca ou outras formas de pagamentos mais completas e profundas, mas sofri muito para deixar passar sem o devido retorno, todas aquelas ofensas e deboches .

Então, clientela antiga, prepare-se pois, estou cobrando!

CONFISSÃO FATAL.











Era um casal feliz.
Destes, tipo, homogeneizados, pasteurizados,integrais , envasados em embalagem afetiva absolutamente,asséptica,dentro do prazo de validade, exatamente como o leite em caixinhas, atuais. Diga-se de passagem que esse tipo de leite é tão diferente daquele que sai da fonte de produção, a vaca, que é muito comum quando vamos passar férias em fazendas e tomamos o leite quentinho e espumante, saído das tetas da poderosa leiteria natural, ficamos então, alguns dias à disposição dos vasos sanitários , locais.

Moravam em um confortável apartamento de frente par o mar aqui no Rio de Janeiro.

Ela secretária-executiva de uma poderosa empresa nacional, saia pontualmente às seis horas da manhã e voltava às vinte horas para casa.
Ele ,dono de uma microempresa de informática, saia uns dez minutos depois dela e sempre voltava mais cedo para casa.

Não tinham filhos, sequer conheciam os vizinhos,nunca frequentavam festas da família,jamais compareciam a nenhuma reunião extramuros do seu apartamento.
Viviam um para o outro e os dois para o trabalho.

Os pais dele eram falecidos e o pai dela, também, e só era viva sua mãe, que morava na Bahia já no auge dos seus cinquenta e quatro anos, porém inteirinha, belo par de coxas torneadas por um escultor muito competente, bumbum estonteante, ancas largas de mulher parideira, boca atrevida de lábios oferecidos ,seios naturais e empinados,cabelos negros, pele bronzeada pelo sol das praias baianas e aquela saúde mantida com muito acarajé,caruru,vatapá e, demais adoráveis iguarias muito apimentadas, daquela terra da sensualidade explícita.

A filha sempre insistia para que ela viesse morar no Rio de Janeiro com o casal , e por causa disso ele nunca criou nenhum obstáculo.

A baiana cinquentona, no entanto, sempre resistiu àquela idéia, até que um dia telefonou e perguntou se podia vir para aqui, definitivamente.
Ambos concordaram, e passaram-se os tempos, sempre permeados de muita alegria e com inusitadas mudanças nos hábitos do casal, pois agora com a presença da mãe dela, eles iam ao cinema, jantavam fora, por vezes ao teatro e todos os finais de semana viajavam.


Que presença, transformadora gerada por aquela cinquentona baiana de corpo integral e ainda dentro do prazo de validade, igual aquele leite lá de cima, de caixinha.

Ele alegrou-se muito com a vinda da querida sogra. A filha vivia radiante, pois a convivência dos três era algo maravilhoso para todos.
Num destas noites de calor intenso, o casal entrou para o quarto e a baiana sogra ficou na sala vendo televisão.

Ligaram o ar condicionado e começou então a rolar aquela dança de corpos que eles sempre faziam com muita vontade, competência e prazer.
Principalmente, prazer.
Pois, é! Ai aconteceu. Ou melhor, não aconteceu.

Naquele dia , o prazer ficou devendo e o maridão broxou direto.
A mulher, cheia de psicologismos e receitas aprendidas em revistas femininas de aconselhamentos para estas horas entre o casal, começou deitar falação motivadoras e tranqüilizadoras.

Inutilmente, pois ele levantou-se da cama e na cara dela disse:
-Estou apaixonado pela Ermelinda...
-Mas, como? Ermelinda é minha mãe, a sua sogra...

-Isso, sua mãe e minha sogra , o grande amor e tesão da minha vida, aconteceu, foi mais forte do que eu..

Segui-se, um intervalo longo de silêncio.


Ela, por fim, levantou-se da cama, abriu a porta do quarto e dirigindo-se para mãe disse, segura de si mesma:
-Seu lugar agora, é aqui nessa cama ,ele até, já mandou fazer seu travesseiro. Vou embora!


Ele só de ouvir aquela frase e imaginar a possibilidade de pegar aquela baiana cinquentona de generosos seios sempre a transbordarem dos decotes e aquelas nádegas inesquecíveis, viu o seu intitulado membro reprodutor, antes, mais triste que dançarina do lago dos cisnes, agora, transformar-se no mais atrevido, alegre e saltitante Pica-Pau e tão sólido, majestoso e ereto,quanto, o Farol da Barra.

Foi melhor assim, afinal ficou tudo em família.



Nossa!