
Era um casal feliz.
Destes, tipo, homogeneizados, pasteurizados,integrais , envasados em embalagem afetiva absolutamente,asséptica,dentro do prazo de validade, exatamente como o leite em caixinhas, atuais.
Diga-se de passagem que esse tipo de leite é tão diferente daquele que sai da fonte de produção, a vaca, que é muito comum quando vamos passar férias em fazendas e tomamos o leite quentinho e espumante, saído das tetas da poderosa leiteria natural, ficamos então, alguns dias à disposição dos vasos sanitários , locais.
Moravam em um confortável apartamento de frente par o mar aqui no Rio de Janeiro.
Ela secretária-executiva de uma poderosa empresa nacional, saia pontualmente às seis horas da manhã e voltava às vinte horas para casa.
Ele ,dono de uma microempresa de informática, saia uns dez minutos depois dela e sempre voltava mais cedo para casa.

Não tinham filhos, sequer conheciam os vizinhos,nunca frequentavam festas da família,jamais compareciam a nenhuma reunião extramuros do seu apartamento.
Viviam um para o outro e os dois para o trabalho.
Os pais dele eram falecidos e o pai dela, também, e só era viva sua mãe, que morava na Bahia já no auge dos seus cinquenta e quatro anos, porém inteirinha, belo par de coxas torneadas por um escultor muito competente, bumbum estonteante, ancas largas de mulher parideira, boca atrevida de lábios oferecidos ,seios naturais e empinados,cabelos negros, pele bronzeada pelo sol das praias baianas e aquela saúde mantida com muito acarajé,caruru,vatapá e, demais adoráveis iguarias muito apimentadas, daquela terra da sensualidade explícita.
A filha sempre insistia para que ela viesse morar no Rio de Janeiro com o casal , e por causa disso ele nunca criou nenhum obstáculo.
A baiana cinquentona, no entanto, sempre resistiu àquela idéia, até que um dia telefonou e perguntou se podia vir para aqui, definitivamente.
Ambos concordaram, e passaram-se os tempos, sempre permeados de muita alegria e com inusitadas mudanças nos hábitos do casal, pois agora com a presença da mãe dela, eles iam ao cinema, jantavam fora, por vezes ao teatro e todos os finais de semana viajavam.
Destes, tipo, homogeneizados, pasteurizados,integrais , envasados em embalagem afetiva absolutamente,asséptica,dentro do prazo de validade, exatamente como o leite em caixinhas, atuais.
Moravam em um confortável apartamento de frente par o mar aqui no Rio de Janeiro.
Ela secretária-executiva de uma poderosa empresa nacional, saia pontualmente às seis horas da manhã e voltava às vinte horas para casa.
Ele ,dono de uma microempresa de informática, saia uns dez minutos depois dela e sempre voltava mais cedo para casa.

Não tinham filhos, sequer conheciam os vizinhos,nunca frequentavam festas da família,jamais compareciam a nenhuma reunião extramuros do seu apartamento.
Viviam um para o outro e os dois para o trabalho.
Os pais dele eram falecidos e o pai dela, também, e só era viva sua mãe, que morava na Bahia já no auge dos seus cinquenta e quatro anos, porém inteirinha, belo par de coxas torneadas por um escultor muito competente, bumbum estonteante, ancas largas de mulher parideira, boca atrevida de lábios oferecidos ,seios naturais e empinados,cabelos negros, pele bronzeada pelo sol das praias baianas e aquela saúde mantida com muito acarajé,caruru,vatapá e, demais adoráveis iguarias muito apimentadas, daquela terra da sensualidade explícita.
A filha sempre insistia para que ela viesse morar no Rio de Janeiro com o casal , e por causa disso ele nunca criou nenhum obstáculo.
Ambos concordaram, e passaram-se os tempos, sempre permeados de muita alegria e com inusitadas mudanças nos hábitos do casal, pois agora com a presença da mãe dela, eles iam ao cinema, jantavam fora, por vezes ao teatro e todos os finais de semana viajavam.

Que presença, transformadora gerada por aquela cinquentona baiana de corpo integral e ainda dentro do prazo de validade, igual aquele leite lá de cima, de caixinha.
Ele alegrou-se muito com a vinda da querida sogra. A filha vivia radiante, pois a convivência dos três era algo maravilhoso para todos.
Num destas noites de calor intenso, o casal entrou para o quarto e a baiana sogra ficou na sala vendo televisão.
Ligaram o ar condicionado e começou então a rolar aquela dança de corpos que eles sempre faziam com muita vontade, competência e prazer.
Principalmente, prazer.
Pois, é! Ai aconteceu. Ou melhor, não aconteceu.
Naquele dia , o prazer ficou devendo e o maridão broxou direto.
Ele alegrou-se muito com a vinda da querida sogra. A filha vivia radiante, pois a convivência dos três era algo maravilhoso para todos.
Num destas noites de calor intenso, o casal entrou para o quarto e a baiana sogra ficou na sala vendo televisão.
Ligaram o ar condicionado e começou então a rolar aquela dança de corpos que eles sempre faziam com muita vontade, competência e prazer.
Principalmente, prazer.
Pois, é! Ai aconteceu. Ou melhor, não aconteceu.
Naquele dia , o prazer ficou devendo e o maridão broxou direto.

Inutilmente, pois ele levantou-se da cama e na cara dela disse:
-Estou apaixonado pela Ermelinda...
-Mas, como? Ermelinda é minha mãe, a sua sogra...

-Isso, sua mãe e minha sogra , o grande amor e tesão da minha vida, aconteceu, foi mais forte do que eu..
Segui-se, um intervalo longo de silêncio.
Segui-se, um intervalo longo de silêncio.
Ela, por fim, levantou-se da cama, abriu a porta do quarto e dirigindo-se para mãe disse, segura de si mesma:
-Seu lugar agora, é aqui nessa cama ,ele até, já mandou fazer seu travesseiro. Vou embora!
-Seu lugar agora, é aqui nessa cama ,ele até, já mandou fazer seu travesseiro. Vou embora!

Ele só de ouvir aquela frase e imaginar a possibilidade de pegar aquela baiana cinquentona de generosos seios sempre a transbordarem dos decotes e aquelas nádegas inesquecíveis, viu o seu intitulado membro reprodutor, antes, mais triste que dançarina do lago dos cisnes, agora, transformar-se no mais atrevido, alegre e saltitante Pica-Pau e tão sólido, majestoso e ereto,quanto, o Farol da Barra.
Foi melhor assim, afinal ficou tudo em família.
Nossa!